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Cirurgia plástica·4 min·17 de jun de 2026

Orelhas em abano: quando corrigir vai além da estética

A otoplastia pode ser indicada a partir dos 5 ou 6 anos e devolve autoconfiança a crianças, adolescentes e adultos que conviveram com o incômodo por anos.

Por Dr. Raphael Alcalde

Orelhas em abano: quando corrigir vai além da estética

Autoestima se constrói desde cedo e, em alguns casos, pequenos ajustes podem fazer grande diferença. As orelhas em abano, condição que afeta cerca de 5% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, podem ter um impacto profundo na autoestima, especialmente durante a infância e adolescência, fases marcadas pela construção da identidade e pela busca de pertencimento.

Apelidos, comentários e situações de constrangimento no ambiente escolar ainda são frequentes e ajudam a explicar por que muitos pais buscam orientação médica cedo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, questões relacionadas à aparência estão entre os fatores que podem contribuir para insegurança emocional e episódios de bullying entre crianças e adolescentes.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Raphael Alcalde, da Visage Clinique e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a otoplastia é um procedimento que pode trazer benefícios que vão além do espelho. “Corrigir a projeção das orelhas não é apenas uma questão estética. Muitas vezes, estamos falando de devolver autoconfiança e qualidade de vida, principalmente em idades mais jovens”, explica.

A cirurgia pode ser realizada a partir dos 5 ou 6 anos, quando a orelha já está praticamente formada. Nessa fase, a intervenção pode evitar impactos emocionais mais duradouros. “É um procedimento seguro, com recuperação rápida e resultados bastante naturais quando bem indicado”, afirma o especialista.

Mas não são apenas as crianças que procuram a cirurgia. Cada vez mais adultos têm buscado a otoplastia como forma de resolver um incômodo antigo. “Muitos pacientes dizem que passaram a vida escondendo as orelhas com o cabelo ou evitando certos penteados. A cirurgia representa, para eles, uma libertação”, comenta o médico.

Procedimento seguro

A técnica consiste em remodelar a cartilagem da orelha, aproximando-a da cabeça e criando um contorno mais harmônico. O procedimento costuma ser feito com anestesia local e sedação, e o retorno às atividades acontece em poucos dias. Ainda assim, a avaliação individual é indispensável.

Cada rosto tem suas particularidades, e o planejamento deve considerar não apenas a anatomia, mas também as expectativas do paciente. Por isso, a recomendação é sempre procurar um especialista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“No fim, não se trata apenas de corrigir o formato das orelhas, mas de transformar a forma como a pessoa se vê e se sente.”

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